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Descobertas

setembro 30, 2012

Além de visitar lugares incríveis na Tunísia eu também tive a sorte de descobrir artistas muito interessantes em minha passagem por lá. Queria compartilhar com vocês:

1. A fotógrafa Tamara Abdul Hadi, iraquiana super talentosa, que estava na Tunísia para um projeto que se chama “Picture an arab man”. Ela tira fotos de homens árabes (basicamente rosto e uma parte do torso) de modo a quebrar o estereótipo que muitos no mundo ocidental têm, mostrando sensibilidade, beleza, fragilidade e sensualidade. No blog dela dá para ver algumas fotos e artigos sobre o projeto: http://www.tamarabdulhadi.com/

2. A cantora tibetano-canadense Kesang Marstrand. Ela vive com o marido em Túnis e eu os conheci em um jantar. A voz dela é doce e frágil, mas as letras mostram força. As que mais gostei foram uma versão dela da música Say Say Say e uma música dela sobre o Tibete “Tibet will be free”. Fiquei sabendo também que ela fez uma versão do hino nacional tunisiano que virou uma espécie de hino da revolução no país, também é lindo e vale ver no YouTube.

 

3. Música africana e árabe: Fela Kuti, Salif Keita, Cesária Évora, Umm Kulthum. São nomes imperdíveis. Não estou conseguindo colocar aqui, mas procurem a música Yamore no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=QFTw0c9ew3k

Aproveitem!!

 

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Outono árabe

setembro 30, 2012

Eu sei, eu sei… deveria estar escrevendo mais sobre Angola… Vou escrever um dia desses.

A lua crescente ao pôr-do-sol em Túnis

Mas agora eu queria contar um pouco do que aprendi na minha recente viagem para a Tunísia. No topo da África. Tantas descobertas.

Primeiro porque eu nunca tinha ido a um país árabe. Depois, pelo momento político: quase dois anos após a primavera árabe, menos de 10 dias após a morte do embaixador americano na Líbia e dos protestos que se espalharam por muitos países árabes por causa do vídeo do Prophet Muhammad – na Tunísia também houve protestos e foram queimadas bandeiras americanas.

Fui visitar uns amigos que acabaram de mudar para Túnis para abrir um negócio lá. Quando perguntei que tipo de roupas levar, eles disseram para não me

Entrada do souk, na Medina

preocupar. Eu perguntei então se deveria levar meu biquíni. E eles responderam que a Túnisia é um país conservador, que eu deveria levar calças e cobrir os ombros, para não esquecer meu “shawl”. Óbvio que eu tive que olhar no Google o que é o… “xale”… Aaahhhhh… Então tá, ainda bem que não precisava me preocupar. Refiz a mala toda.

Imediatamente gostei de Túnis, uma cidade tranquila e razoavelmente desenvolvida. Cinco vezes ao dia ouve-se o som das mesquitas em qualquer lugar da cidade. As construções são em sua maioria baixas e brancas. Há mulheres usando burca, o que era proibido na ditadura do Ben Ali. E as coisas são muito baratas. Nas ruas fala-se francês e árabe.

Túnis Souk, Medina: cores e sons do típico mercado árabe

O mercado (souk) na Medina, que é o centro da cidade, é incrível. Uma profusão de cores, cheiros e sons exóticos e em harmonia. Senti como se estivesse num daqueles mercados árabes que vemos em filmes e fiquei com vontade de ter mais tempo para me perder ali. Comemos, em um micro-boteco no mercado, um prato típico que chama Brik, uma espécie de pastel com peixe e batata, todo gorduroso e delicioso.

Passamos uma noite em Sidi Bou Said, uma cidadezinha que fica a 20km de Túnis, com casas pintadas de branco e azul, com ruazinhas estreitas e cheias de restaurantes e lojinhas.

Também fomos à praia. Tinha gente passeando de camelo e também mulheres com uma roupa de nadar que cobre o corpo todo! Igualzinho a nós, rs…

Sobre a cena política… A primavera árabe deixou marcas.  A antiga sede do governo está vazia, com a fachada destruída, flores e cartazes à frente, homenagem aos mortos na primavera.

Praia em Túnis: passeio de camelo e mulheres cobertas 

 

 

Íamos a uma praia próxima a Túnis, chamada Hammamet, que dizem que é linda. Mas houve novos protestos e ficamos com medo. Precisarei voltar para ir lá. E também muitos outros lugares interessantes que não deu tempo de ir: uns lagos salgados em pleno deserto do Saara, Cartago, a ilha de Jerba e talvez o mais importante: sentar à beira da rua e apreciar as pessoas passando, a vida acontecendo. Aishik Tunísia!

Praça na Av. Bourguiba: marcas da tensão política

 

Há Correios em Angola?

agosto 7, 2012

Hoje ouvi a seguinte frase: “Em Angola não há Correios”. O quê? Como assim? Impossível! Pois é, disseram-me os colegas do trabalho: não há sequer números nas casas – como o carteiro encontraria os lugares?

Embora com pouco tempo para essas estripulias, achei isso um absurdo e resolvi investigar e descobri que há Correios sim, mas o sistema é muito precário. Começando pelo fato de que, realmente, não há números nas casas. Assim, se quiserem enviar uma carta para mim devem endereçar da seguinte forma: Hotel Sana Luanda, Rua da Missão,

Luanda, Angola. Sim, só isso!! E não é que a Rua da Missão seja uma ruela quase sem imóveis (vejam mapinha). Fica no centro da cidade, em uma zona cheia de prédios… É que o hotel não tem número. E aqui também não se usa código postal. Quando a correspondência chegar à central dos Correios, um funcionário avisará o hotel e este poderá enviar alguém para buscar a correspondência… (ok, ok, não foi assim uma grande investigação, simplesmente olhei na internet e liguei para a recepção do hotel, hehe).

Agora, parece que o problema é enviar correspondência. Aí, não se aconselha utilizar os correios, e sim um serviço expresso privado, para evitar extravios.

Em todo caso, vou testar o sistema: (a) enviando um cartão postal para Sampa, e (b) enviando um para mim mesma aqui no hotel. Quando/ se for recebido, aviso!

Luanda: primeiras impressoes

julho 15, 2012

Consegui!! Finalmente estou na Africa a trabalho! Em Luanda mais especificamente. Por 3 meses!

Do aviao e do caminho do aeroporto ate o hotel, pude ver que Angola eh um pais bem mais rico e desenvolvido do que Mocambique. Chamaram atencao nesse primeiro contato: predios altos, avenidas movimentadas, e o porto em uma costa que nao pareceu muito atrativa para banhistas. Tambem vi muitas construcoes na cidade de mais de 5 milhoes de habitantes, que eh famosa pelo elevado custo de vida (perde apenas para Toquio).

Outro fato bastante comentado sobre Angola em geral e Luanda em particular, eh a imensa desigualdade social. Esta leva a taxas elevadas de criminalidade. Senti isso na pele. Logo no primeiro dia ja fui roubada… Abriram minha mala no aeroporto e levaram alguns objetos, como a minha camera fotografica e o meu ipod…

Agora vou sair para explorar um pouco, aproveitando que eh domingo e esta um sol lindo!

(peco desculpas pela falta de acentos e pontuacao – estou escrevendo do meu tablet)

Frio, cansaço… e êxtase no topo da África

junho 15, 2012

A beleza no topo da África chega a doer os olhos. E o frio, os ossos. A alegria de alcançar o Pico Hururu é tanta que até alguém que estava se arrastando até então não consegue conter o sorriso. Para os que têm vontade, recomendo a aventura simplesmente inesquecível. Na foto, o grupo que escalou comigo: Jack (meu companheiro de barraca), Louise, e Andrew.Image

E para descontrair…

junho 12, 2012

Quando saí da minha barraca ontem no acampamento de Ngorongoro, vejam só com o que me deparei!

E quem disse que homem não dá em árvore?

Café da manhã de luxo…

junho 12, 2012

Esse foi o nosso acampamento no terceiro dia de escalada do Kili. Notem que a mesa do café da manhã está posta… Uma vista incomparável.